A arte, em suas miríades de formas e expressões, permeia a tapeçaria da experiência humana desde os primórdios da civilização. Das pinturas rupestres que ecoam em cavernas ancestrais às instalações multimídia que desafiam as convenções contemporâneas, a criação artística se manifesta como um impulso intrínseco, uma necessidade visceral de dar forma ao intangível. Mas o que reside nas profundezas dessa força criativa? Seria a arte meramente um reflexo da subjetividade individual do artista, ou ecoaria ela em ressonâncias mais amplas, conectando-nos a camadas mais profundas da psique humana? Este artigo propõe uma jornada exploratória através da lente da psicologia analítica de Carl Gustav Jung para desvendar a intrincada relação entre a arte e o inconsciente coletivo. Ao mergulharmos nas ideias de Jung, buscaremos compreender como a arte transcende a individualidade do criador, emergindo como uma poderosa manifestação de arquétipos e símbolos universais que habitam o substrato psíquic...