Em nosso cotidiano, buscamos naturalmente a segurança e a familiaridade. Criamos rotinas, cultivamos hábitos e nos estabelecemos em espaços onde nos sentimos protegidos e no controle. Essa busca pelo conforto é inerente à natureza humana e, em muitos aspectos, essencial para o nosso bem-estar. No entanto, existe uma linha tênue entre o conforto que nutre e o conforto que aprisiona, limitando nosso potencial e, paradoxalmente, minando nossa motivação intrínseca. Imagine uma poltrona macia em um dia frio. Ela oferece abrigo, descanso e uma sensação agradável de segurança. Mas se passarmos tempo demais nessa poltrona, negligenciando o mundo lá fora, nossos músculos enfraquecerão, nossa mente se tornará menos ágil e a própria poltrona, antes um refúgio, se transformará em uma prisão de inércia. Da mesma forma, nossas zonas de conforto psicológicas e emocionais, embora ofereçam segurança, podem nos impedir de explorar novas oportunidades, desenvolver novas habilidades e, fundamentalmente,...